IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Prevalência da incontinência urinária em idosos praticantes da modalidade de exercícios resistidos e suas repercussões na funcionalidade e qualidade de vida

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: O envelhecimento é um fenômeno progressivo, com declínio dos sistemas morfofisiológicos, como o sistema urinário, com elevada prevalência da incontinência urinária (IU), a qual é a perda involuntária de urina. Ainda, este agravo possui diversas repercussões na vida do idoso, como isolamento social que pode influenciar na redução da funcionalidade e qualidade de vida (QV). Assim, é necessário a adoção de um estilo de vida ativo, como a prática de exercícios físicos como meio de prevenção. Objetivos: Analisar a prevalência da incontinência urinária (IU) em idosos praticantes da modalidade de exercícios resistidos e verificar suas repercussões na funcionalidade e qualidade de vida. Métodos: Estudo transversal, observacional e descritivo, aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade do Estado do Pará (UEPA) pelo parecer 2.951.022. O público alvo foram idosos praticantes de exercícios resistidos. Inicialmente, os voluntários assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), e após, responderam a três testes: para avaliar a IU, foi utilizado o questionário “International Consultation of Incontinence Questionnaire” (Short Form ICIQ-SF), o qual analisa o impacto da IU na QV e a qualificação da perda urinária, além do questionário “Protection, Amount,. Frequency, Adjustment, Body image” (PRAFAB), que analisa a relação da IU com a QV. Para avaliar a funcionalidade foi aplicada a Medida de Independência Funcional (MIF), organizada em 2 dimensões (motora e cognitiva). Resultados: Participaram do estudo 52 idosos, os quais apresentaram idade média de 71,78 anos, sendo 16 homens (30,76%) e 36 mulheres (69,24%). Com relação, a avaliação da IU, apenas 17 dos participantes relataram possuir, no questionário ICIQ-SF, os valores encontrados em média foram: frequência com 0,82; gravidade com 0,96; impacto da IU com 1,4 e locais de perda urinária com 1,1. No PRAFAB, as médias foram: proteção com 0,607; quantidade de perda de urina com 0,49; frequência de perda com 0,86; adaptações com 0,37 e imagem corporal com 0,43. Para a variável funcionalidade na escala MIF as maiores médias foram na dimensão motora: autocuidado (41,08); mobilidade/transferência (20,86); controle esfincteriano (13,53); locomoção (13,57); e na dimensão cognitiva com comunicação (13,86) e cognição (20,22), com escore total de 123,24 no total de 126 pontos. Conclusão: A partir do estudo proposto, evidenciou-se uma menor prevalência dos casos de incontinência urinária em idosos que realizam a modalidade de exercícios resistidos com repercussões satisfatórias nos melhores índices de funcionalidade e qualidade de vida. Nota-se ainda, uma parcela mínima dos voluntários que apresentaram incontinência urinária e nesses foi verificado menores escores nos itens de independência e qualidade de vida. Assim, ressalta-se a importância da adoção de um estilo de vida saudável, como os exercícios resistidos para a prevenção de comorbidades e promoção a saúde dos idosos.

Palavras-chave (máximo 3)

Envelhecimento. Incontinência Urinária. Funcionalidade.

Área

Prevenção

Autores

Leonardo Henrique Vieira RIBEIRO, Ana Caroline Santos BARBOSA, Daniela Ferreira LEITE, Elissa Raissa Siqueira NASCIMENTO, Renato da Costa TEIXEIRA