IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Correlação entre qualidade de vida e nível de independência funcional em idosos submetidos a um programa de exercícios resistidos

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: O envelhecimento é um processo universal e dinâmico, com alterações
morfofisiológicas e psicossociais, com redução significativa do nível de independência
funcional. Nesse sentido, está intrinsecamente relacionado a qualidade de vida (QV), que
envolve o estilo de vida adotado. Assim, é fundamental a prática de exercício físico, e
dentre as modalidades destaca-se o treinamento resistido, que possui como principal
objetivo a prevenção de patologias. Objetivo: Correlacionar a qualidade de vida e o nível
de independência funcional em idosos submetidos a um programa de exercícios
resistidos. Métodos: Estudo transversal, observacional e descritivo, aprovado pelo
Comitê de Ética da Universidade do Estado do Pará (UEPA) pelo parecer 2.951.022. O
público alvo foram idosos praticantes de exercícios resistidos. Inicialmente, os
voluntários assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, e após,
responderam a dois testes: para avaliar a QV foi aplicado o SF-36 (Medical Outcomes
Study 36), composto por 36 itens e oito componentes: capacidade funcional, aspectos
físicos, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e
saúde mental, com escore máximo de 100 pontos. Para avaliar o nível de independência
funcional foi utilizada a Medida de Independência Funcional (MIF), que permite avaliar
a funcionalidade, sendo o escore total calculado pela soma de pontos atribuídos a cada
item. Resultados: Participaram do estudo 52 voluntários (16 homens e 36 mulheres), com
idade média de 71,78 anos. Em relação aos resultados encontrados no questionário SF-
36, verificou-se que as maiores médias foram nos aspectos emocionais, com 97,83 pontos,
e nos aspectos físicos, com 91,41. Porém, observou-se que os domínios da dor e da
vitalidade foram pontos negativos à qualidade de vida da amostra, com os menores
índices, de 73,21 e 72,09 pontos, respectivamente. Os demais domínios obtiveram os
seguintes resultados: capacidade funcional com média de 79,63; estado geral de saúde
com 76,63; aspectos sociais com 84,69 e saúde mental com 89,15. Na escala MIF, os
voluntários obtiveram as seguintes médias: 41,08 de autocuidado; 13,53 para controle
esfincteriano; 20,86 de mobilidade/transferência; 13,57 para locomoção; 13,86 para
comunicação; 20,22 para cognição e no escore total da escala MIF os idosos alcançaram
a média de 123,24, resultado este próximo do máximo de 126. Conclusão: Assim, os
resultados encontrados no estudo evidenciam uma correlação intrinsicamente satisfatória
entre qualidade de vida e nível de independência funcional no grupo de idosos submetidos
a um programa de exercícios resistidos. Verifica-se que a pratica de exercícios físicos influencia positivamente na qualidade de vida em correspondência ao nível de
independência. Dessa forma, enfatiza-se afirma-se que o estilo de vida adotado pelo grupo
é um meio de prevenção dos efeitos fisiológicos do envelhecimento com aumento da
qualidade de vida.

Palavras-chave (máximo 3)

Envelhecimento; Qualidade de vida; Exercícios Resistidos

Área

Prevenção

Autores

Leonardo Henrique Vieira Ribeiro, Ana Caroline dos Santos BARBOSA, Daniela Ferreira LEITE, Elissa Raissa Siqueira NASCIMENTO, Renato DA Costa TEIXEIRA