IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Valores descritivos da cadência na corrida e performance de hop tests em aspirantes da escola naval

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: A corrida possui posição de destaque na preparação física de militares, sua relevância operativa, praticidade, baixo custo e os inúmeros benefícios para o condicionamento físico, fazem com que, a corrida seja a atividade mais recorrente nessa população. A expressiva incidência de dor e lesão decorrente da corrida, acompanhada da diminuição no desempenho dos Testes de Aptidão Física, acarreta altos índices de afastamento das atividades operativas e/ou prejuízos acadêmicos, gerando elevado custo as Forças Armadas. A interação entre fatores biomecânicos tem sido discutida no que tange predição de risco para lesão, dos quais, podemos salientar a potência dos membros inferiores e cadência da corrida. Objetivos: Apurar a performance nos Hop Tests, o respectivo Índice de Simetria dos Membros Inferiores (ISMI) e a cadência na corrida, bem como verificar a existência de correlação entre essas variáveis em aspirantes da escola naval. Métodos: Estudo transversal, composto por 184 aspirantes do sexo masculino com idade 19,3±1,1 anos, peso 72,8 kg±9,75, altura 176±6 e IMC 22,9kg\m²±3,6. A captura dos vídeos foi realizada por filmadora de alta velocidade Sony AS200VR com frequência de 240HZ, posicionada perpendicularmente a 1m da esteira. Para análise do vídeo foi utilizado o software KINOVEA. Foram aplicados o Single Hop Test (SHT), que consiste na aferição da distância de um salto horizontal e o Triple Hop Test (THT) onde são realizados 3 saltos consecutivos. A fim de minimizar erros de medida, foi feita a média de 3 saltos válidos por perna em ambos os testes. A análise descritiva foi apresentada em média e desvio padrão e testada correlação das variáveis SHT e THT com a cadência pelo coeficiente de Pearson. Resultados: A média da velocidade autosselecionada na corrida foi de 15,01km/h±3,16 e a cadência de 160±8,75. O SHT apresentou distância média de 149cm±24 do lado dominante e 153cm±25 do lado não dominante com Índice de Simetria Membros Inferiores (ISMI) com média de -2,82±8,07. No THT o lado dominante apresentou média 4,64 ±0,70 e o lado não dominante 4,66 ± 0,71 com ISMI de -0,41±5,74. O teste de Pearson demonstrou valores de correlação positiva fraca entre o SHT (r=0.27 MID e r=0.21 MIND) com a velocidade autosselecionada. Conclusão: Os resultados apresentados neste estudo demonstraram que os valores médios obtidos no SHT e THT pela amostra encontra-se 21% menor quando comparado a resultado em população similar (SHT 1.92±20) e (THT 5.83±72). Indicando a necessidade de medidas de otimização do condicionamento físico. Foi verificado que 9,8% dos sujeitos apresentam ISMI acima dos 10% preconizados pela literatura e a correlação positiva fraca existente entre a distância do SHT e a velocidade autosselecionada da corrida indica que a potência dos membros inferiores pode ser considerada ao analisar a performance da corrida. As análises realizadas não constataram relação entre a potência dos membros inferiores e cadência da corrida.

Palavras-chave (máximo 3)

Militares, modalidades de fisioterapia, corrida

Área

Biomecânica

Autores

Andreline Lima Sales, Gabriela Maria Costa Oliveira, Roberta Mendonça Braga, Thais Freitas Borba, Julio Guilherme Silva, Thiago Rebello Veiga