IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Estabilidade dinâmica de membros inferiores e amplitude de dorsiflexão em atletas de futsal masculino e feminino

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

INTRODUÇÃO: O futsal é um esporte coletivo e de grande intensidade, com um elevado número de corridas e trocas de direções. As mudanças de direção e a agilidade do atleta são demandas frequentes no esporte, de forma que o membro inferior apresenta grandes solicitações nessa atividade esportiva. A limitação da dorsiflexão do tornozelo é um fator identificado para maior risco de lesões nessa articulação, sendo essa uma das principais lesões no futsal. Além desse fator, uma boa estabilidade dinâmica de membros inferiores se faz importante, pois nesse esporte o contato físico é intenso e há variação de velocidade nas ações dos jogadores, de forma que instabilidades ocorrem todo tempo. OBJETIVO: O objetivo desse estudo foi comparar a dorsiflexão e a estabilidade dinâmica de membro inferior em atletas de futsal masculino e feminino. METODOLOGIA: Foram avaliados 46 atletas, sendo 25 homens (21,36 ± 2,66 anos; 73,3 ± 10,86 kg, 1,75 ± 0,67 m) e 21 mulheres (21,10 ± 2,99 anos; 62,83 ± 9,82 kg, 1,64 ± 0,70 m). Para a avaliação da dorsiflexão foi utilizado o teste Lunge, os atletas foram orientados a posicionar o pé em uma fita métrica a uma distância inicial de 10 cm e tocar a parede com o joelho, mantendo o calcanhar em total contato com o solo. A distância foi reduzida caso o atleta não conseguisse manter o pé no apoio total. Para análise foi considerada a média das distâncias obtidas após 2 tentativas. Para a estabilidade dinâmica foi utilizado o Star Excursion Balance Test (SEBT), onde o atleta permanecia em apoio unipodal e deveria alcançar a maior distância possível nas direções anterior, posteromedial e posterolateral com o membro inferior que estava livre. Durante a execução não foi permitido retirar o calcâneo do contato com o solo ou as mãos do quadril em qualquer uma das direções avaliadas. Foram realizadas 2 tentativas de familiarização para cada direção e 3 testes válidos, sendo a média das tentativas normalizada pelo comprimento do membro. Os grupos foram comparados em relação as variáveis antropométricas e membro dominante (Dom) e não dominante (NDom) pelo teste t-independente. RESULTADO: As atletas femininas apresentaram menores valores de massa (p=0,001) e estatura (p<0,001) em relação aos atletas masculinos. Não houve diferença no desempenho do Lunge entre os grupos (feminino, Lunge Dom= 11,15 ± 3,19 cm e NDom= 10,92 ± 3,15 cm; masculino Lunge Dom= 12,14 ± 2,67 cm e NDom= 12,39 ± 3,52 cm, p>0,05). Essa diferença também não ocorreu para o desempenho do SEBT (feminino, SEBT Dom= 86,9 ± 5,02 cm e NDom= 86,7 ± 7,16 cm; masculino SEBT Dom= 87,92 ± 5,90 cm e NDom= 88,24±5,67 cm, p>0,05). CONCLUSÃO: Não há diferença na dorsiflexão e na estabilidade dinâmica de membros inferiores em atletas de futsal masculino e feminino.

Palavras-chave (máximo 3)

Estabilidade dinâmica, Dorsiflexão, Futsal

Área

Biomecânica

Autores

Gabriel Santini, Bruno Tagliapietra Canabarro, So Hung Kai, Michele Forgiarini Saccol