IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Prevalência de dor musculoesquelética em praticantes de CrossFit®.

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: O CrossFit® é um programa de condicionamento físico com grande variação de intensidade, assim como seus graus de complexidade, porém, busca sempre os movimentos funcionais com objetivo de melhorar condicionamento físico, adaptação fisiológica e capacidade física. Este tipo de treinamento utiliza exercícios do levantamento olímpico como agachamentos e arremessos; exercícios aeróbios como remo e corrida; e movimentos ginásticos como paradas de mão, argolas e barras. Acredita-se que exista grande índice de alterações musculoesquelética relacionado às cargas que os praticantes se expõem, por isso, existem críticas relacionadas ao desencadeamento de lesões associadas ao desgaste nas estruturas e dores nos praticantes. Objetivos: Verificar prevalência de dor musculoesquelética em praticantes de CrossFit®, identificando as articulações mais acometidas e possíveis associações com características pessoais e/ou treinamento. Metodologia: Foi realizado estudo observacional transversal, incluindo 108 praticantes, com faixa etária de 18 a 55 anos, em 4 boxes de Belém, com tempo mínimo de prática de 3 meses e frequência mínima de 2 treinos semanais, não submetidos à cirurgias nos últimos 12 (doze) meses. A pesquisa foi autorizada pelo Comitê de Ética da Universidade da Amazônia, aprovado em 24/09/2017, CAAE: 72472017.5.0000.5173. A entrevista foi composta por questionário elaborado pelos autores, que continha perguntas fechadas, com informações referentes ao desempenho, treino e alterações como dores e capacidades físicas, indicando a região por meio de desenho ilustrativo, e intensidade dolorosa por meio da Escala Visual Analógica de Dor (EVA). Foi feita uma análise descritiva das variáveis analisadas, além da comparação entre os resultados obtidos entre os grupos através do Teste de Wilcoxon com um α de 0,05. Resultados: Foram inclusos 59 mulheres e 49 homens, com média de idade de 31,2 anos, tempo médio de prática de 36 meses; 68% praticavam Crossfit® por 5 dias ou mais, com duração média de 55 minutos por treino, 59% não participavam de competições. Por meio da escala EVA, foi detectada a intensidade da dor moderada (3 a 7) em 80,7%, com as regiões do ombro (57,8%), coluna lombar (42%) e joelho (41,2%), sendo mais acometidas por dores. Foi questionado se a dor estava acompanhada de instabilidade articular durante os exercícios, para 77,4% dos praticantes com dores no joelho, a instabilidade estava presente. Entre os atletas com dores musculoesqueléticas, 59,2% tinham diagnóstico médico de lesão, o tempo de afastamento médio por dor musculoesquelética foi de 10,6 dias. Conclusão: A prevalência de dor musculoesquelética nos praticantes de Crossfit®, que foi de 80%, neste estudo, podem estar associados aos sinais de instabilidade e lesões musculoesqueléticas, afetando com maior proporção as regiões dos ombros, coluna lombar e joelhos, respectivamente, causando um tempo médio de 10,6 dias de afastamento da modalidade.

Palavras-chave (máximo 3)

Prevalência; Dor Musculoesquelética; Atletas.

Área

Epidemiologia

Autores

Brenda Santiago Gouvêa, Carina Corrêa Costa, Giulia Suniga Oliveira, Raphael Lobão Pereira