IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Efeitos do fortalecimento da musculatura intrínseca do pé e volume de treino na mobilidade do arco longitudinal medial: Uma revisão sistemática.

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: O pé atua como base de sustentação para o corpo na posição ortostática e durante a marcha funciona como uma alavanca para propulsão do movimento ou absorção de carga. A musculatura intrínseca do pé (MIP) é um conjunto de músculos que produz alterações na região para receber carga, adaptar-se a terrenos instáveis e para permitir a transmissão de forças durante a fase de propulsão, tendo uma ligação direta com o arco longitudinal medial (ALM). Nos últimos anos surgiram diversas publicações na literatura sobre o fortalecimento desses músculos, mas ainda não há um consenso sobre quais exercícios geram alterações do ALM e qual o volume de treino adequado. Objetivo: Analisar os efeitos do fortalecimento da musculatura intrínseca do pé e volume de treino na mobilidade do arco longitudinal medial para definir a melhor forma de treinamento deste grupo muscular. Método: Uma busca foi realizada nas bases de dados Cochrane Central, Pubmed, PEDro, LILACS, Scielo, Embase e Web of Science, além de buscas na literatura cinzenta e nas referências bibliográficas dos estudos selecionados. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados e não-randomizados, caso-controle e experimental-piloto, e para análise de viés foram utilizadas a ferramenta Cochrane para risco de viés e o questionário de qualidade JADAD. Foram feitos os cálculos de tamanho de efeito dos resultados quando possível. Resultados: Dos 31 estudos identificados, 10 foram analisados. O short foot e toe towel curl foram os principais exercícios utilizados para a MIP, e produziram melhora nos resultados do drop do navicular, altura do ALM e aumento da ativação muscular. Para a execução do short foot, foi observado que isometria de 5 segundos por contração com evolução da carga sendo a mudança da posição sentada para em pé em apoio bipodal, e na sequência para apoio unipodal apresentou bons resultados a curto e médio prazo, porém não há uma padronização número de séries e repetições. Também não há uma padronização na aplicação do toe towel curl, mas os critérios para a evolução de carga são semelhantes ao short foot. Logo, não foi possível identificar qual o número ideal de séries e repetições para estes exercícios. Conclusão: O short foot e o toe towel curl são exercícios de preferência para o fortalecimento da musculatura intrínseca do pé e melhora da mobilidade do arco longitudinal medial em curto e médio prazo. Para o short foot é indicado contrações isométricas de 5 segundos por repetição, com evolução da posição sentada para de pé em apoio bipodal, e para apoio unipodal. Para o toe towel curl não é possível indicar a melhora execução, porém o mesmo modelo de evolução de carga pode ser aplicado. Mais estudos são necessários com protocolos de treinamento mais bem descritos e comparação de diferentes cargas e tempos de contração.

Palavras-chave (máximo 3)

Pé, Treinamento de resistência, Fisioterapia

Área

Biomecânica

Autores

Thiago Melo Malheiros de Souza, Vanessa Gonçalves Coutinho de Oliveira, Liu Chiao Yi