IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Uso do Lunge Test para estabelecer diferenças na mobilidade de dorsiflexão do tornozelo em atletas com e sem instabilidade crônica de tornozelo.

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: A redução da mobilidade de dorsiflexão do tornozelo nos atletas é identificada como um fator etiológico de lesões nas extremidades inferiores, como a instabilidade crônica de tornozelo (ICT). Atualmente é comum o uso do Lunge Test para análise da mobilidade do tornozelo, e os resultados podem advir da análise da distância estabelecida pelo dedo médio do pé e uma parede, quando o joelho toca a mesma. Objetivo: Comparar a mobilidade de dorsiflexão do tornozelo de atletas com e sem instabilidade crônica de tornozelo (ICT) por meio do Lunge Test. Métodos: Este é um estudo transversal, aprovado por Comitê de ética (n°:2.771.026). Avaliou-se 31 atletas de diferentes modalidades esportivas, distribuídos em dois grupos: com ICT (n=21) e controle ou sem instabilidade do tornozelo (GC; n=10). Todos os atletas realizaram o Lunge Test para avaliar a mobilidade do tornozelo no membro inferior com instabilidade ou o membro de preferência para o GC. O teste foi realizado com os participantes em ortostatismo de frente para uma parede, com uma fita métrica acoplada ao chão. Foi orientado a colocação do segundo dedo do pé avaliado sobre a fita métrica, e mantido o alinhamento entre o segundo dedo e calcâneo. Os atletas encostaram o joelho da parede, sem permitir rotação de tronco e elevação do calcanhar do pé avaliado. Foi mensurada a maior distância alcançada, em centímetros (cm), entre segundo dedo e parede. Os dados foram comparados por meio dos testes Shapiro Wilk e t de Student, com nível de significância de 5%. Resultados: Os 31 atletas avaliados participavam das modalidades de futsal, handebol, voleibol, basquete ou rugby. Os grupos ICT e GC foram homogêneos em relação a idade (21±3 e 21±3, respectivamente; p=0,58) e horas de treino (7±3 e 6±3, respectivamente; p=0,31). Em relação a distância estabelecida pelo Lunge Test, o grupo ICT apresentou menor distância entre pé e parede (9,3±4,2 cm) e o GC conseguiu um maior afastamento e maiores valores em centímetros (11,2±3 cm), porém não foi estabelecida diferença significativa (p=0,23), talvez pelo pequeno número amostral. Conclusão: Não houve diferença significativa para os resultados do Lunge Test de atletas com e sem Instabilidade Crônica de Tornozelo, em contradição ao apresentado pela literatura, nossos atletas com ICT não apresentaram menor mobilidade do tornozelo.

Palavras-chave (máximo 3)

fisioterapia, tornozelo, entorse

Área

Tratamento

Autores

Victor Milan Mathias , Luciana Lei , Barbara Pasqualino Fachin , Laryssa Oliveiras Silva , Fernanda Nair Policarpo, Christiane Guerino Macedo