IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

A mudança da postura do tronco no plano sagital altera a biomecânica dos membros inferiores em mulheres com dor patelofemoral?

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: A Dor Patelofemoral (DPF) é caracterizada por dor na região anterior do joelho, peripatelar e/ou retropatelar e sua prevalência em mulheres 1,9 vezes maior que em homens. Seus sintomas são reproduzidos em atividades que aumentam as cargas compressivas na articulação. Estudos demonstram que a postura do tronco no plano sagital pode estar associada à biomecânica dessa articulação¹. Seguindo esse pensamento a teoria seguida é a proposta por Powers (2010)² em que o movimento de flexão do tronco desloca o vetor de força de reação do solo anteriormente e aumenta a demanda dos músculos extensores do quadril, em contrapartida, diminui a demanda dos extensores do joelho. Objetivos: Verificar o efeito imediato de três posicionamentos do tronco (posição auto-selecionada, estendida e fletida) na biomecânica dos membros inferiores em mulheres com DPF durante a marcha. Metodologia: Realizamos um estudo transversal de medidas repetidas, no Laboratório de Análise do Moimento Humano da UFVJM. Avaliamos 14 mulheres, entre 18 e 45 anos, com DPF classificadas pela escala de dor anterior no joelho. A tarefa solicitada foi a macha com o tronco em uma postura auto-selecionada, logo após randomizamos duas posturas de tronco para serem realizadas (estendida e fletida) com cinco repetições para cada. Após a marcha com cada posicionamento do tronco avaliamos a dor utilizando a escala visual analógica. As variáveis biomecânicas foram obtidas por meio do uso do sistema de análise de movimento Oqus 3+ e através de marcadores anatômicos e clusters. Processamos os dados utilizando o Visual 3D, onde obtivemos os valores para: pico de torque externo flexor de quadril, pico de toque externo flexor de joelho, pico de flexão de joelho, entre o contato inicial do membro inferior de interesse até 25% do ciclo da marcha. Realizamos a análise estatística pelo SPSS usando ANOVA e valor de significância de 5% (CEP 3250853). Resultados: Encontramos diferenças significativas para o pico de torque externo flexor do quadril [F (2; 26) 42,00, p= 0,00], a postura de tronco auto-selecionada e estendida apresentaram menor torque (médias -0,48 e -0,48) quando comparados com fletida (média - 0,83). Para pico de torque externo flexor de joelho não houve diferenças [F (1,27; 16,57) 1,57, p= 0,23]. Para o pico de flexão de joelho durante a fase resposta à carga obtivemos diferenças [F (1,10; 14,32) 34,24, p= 0,00], a postura de tronco auto-selecionada e estendida apresentaram menor pico (médias 15,90 e 15,92) quando comparados com fletida (média 26,11). Para a dor não obtivemos diferenças [F (2; 26) 2,88, p= 0, 07]. Conclusão: A flexão de tronco durante a marcha aumenta o torque externo flexor de quadril e o pico de flexão de joelho, não interferindo no torque externo flexor de joelho. Além disso a dor não foi alterada nos posicionamentos solicitados. Ou seja, não podemos inferir que esse posicionamento diminui demanda de extensores de joelho.

Palavras-chave (máximo 3)

Síndrome da Dor Patelofemoral; Tronco; Fenômenos Biomecânicos

Área

Biomecânica

Autores

Escarllet Alves de Tillesse, Luciana Mendonça De Michelis, Fernanda Muniz Vieira, Vinícius Vilarino dos Santos, Rodrigo Scattone da Silva, Renato Guilherme Trede Filho