IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

CONFIABILIDADE E FADIGA MUSCULAR NOS TESTES DE PRANCHA FRONTAL E PONTE UNILATERAL EM PRATICANTES DE EXERCÍCIO RESISTIDO E SEDENTÁRIOS

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: Os testes de prancha frontal (TPF) e ponte unilateral (TPU) avaliam a estabilidade e endurance do core, no entanto, há divergências quanto a confiabilidade e fadiga muscular relacionadas a eles. Objetivo: Analisar o tempo de permanência, confiabilidade e fadiga muscular no TPF e TPU em sedentários e praticantes de exercício resistido. Métodos: Estudo transversal, aprovado em Comitê de Ética (Parecer 2.125880). Avaliou-se 60 participantes, distribuídos em Grupo sedentário (GS, n=30, 15 homens e 15 mulheres, 22±2 anos e IMC de 22±2 kg/m²) e Grupo exercício resistido (GER, n=30; 15 homens e 15 mulheres, idade de 22±2 anos, IMC de 23±2 kg/m²); submetidos a uma repetição do TPF e, após descanso, uma repetição do TPU, mantidos até o tempo máximo de sustentação e com escolha aleatorizada de qual teste iniciou a coleta. Os testes foram repetidos após 30 minutos e após uma semana, pelo mesmo avaliador. As coletas dos dados por eletromiografia (EMG) ocorreram simultaneamente com a realização dos TPF e TPU. As variáveis analisadas foram o tempo de permanência e a frequência mediana, por eletromiografia de superfície, nos testes. Para a análise estatística foi utilizado o teste de Shapiro Wilk, t de student e o coeficiente de correlação intraclasse. Resultados: Os resultados estabeleceram boa confiabilidade no TPF (ICC>0,89), com maior tempo de sustentação no GER= 112±9 segundos (s) comparado ao GS 81±7s (p=0,01). O TPU também apresentou boa confiabilidade (ICC>0,89) com GER= 100,7±8,1s, GS=79±9,2s (p=0,09). Todos os músculos analisados apresentaram queda na frequência mediana para os dois testes, o que caracteriza fadiga muscular. Porém, não houve diferença significativa ou interação quanto a fadiga muscular no teste de prancha frontal e teste de ponte unilateral entre os grupos. Entretanto, nos resultados da fadiga entre os músculos, para os dois grupos, o TPF apontou que o músculo glúteo máximo apontou maior fadiga quando comparado ao tríceps braquial (p=0,01), oblíquo externo (p=0,023) e reto femoral (p<0,01). No TPU, o reto abdominal apresentou maior fadiga quando comparado ao oblíquo externo, multífidos, latíssimo do dorso (p<0,01), glúteo máximo (p=0,04), bíceps femoral e gastrocnêmio lateral (p<0,01); ainda, foi observada maior fadiga no glúteo médio comparado aos multífidos (p=0,037) e bíceps femoral (p<0,01). Conclusão: Encontrou-se boa confiabilidade para o TPF e TPU, que praticantes de exercício resistido permanecem maior tempo no TPF, o padrão de fadiga foi semelhante entre os dois grupos, com maior fadiga para o músculo glúteo máximo no TPF e músculo reto abdominal e glúteo médio no TPU. O estudo confirma a necessidade de utilização de apenas uma repetição dos TPF e TPU em jovens sedentários e praticantes de exercício resistido, e jovens praticantes de exercícios resistidos e sedentários apresentaram o mesmo padrão de fadiga dos músculos das extremidades e do tronco durante o teste da prancha frontal e ponte unilateral.

Palavras-chave (máximo 3)

Avaliação, Eletromiografia, Fisioterapia

Área

Biomecânica

Autores

Daniel Corrêa Monteiro, Fabio Issamu Ikezaki, Christiane de Souza Guerino Macedo