IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Avaliação biomecânica em corredores de rua: índice e localização de dor

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: A avaliação biomecânica consiste em um importante instrumento para o progresso do desempenho na corrida. Apesar desta prática ter seus benefícios comprovados, ainda continua a ser uma atividade que pode causar danos. A utilização da avaliação pode levar a melhora da performance ou à redução e à reabilitação de lesões.
Objetivo: Realizar avaliação biomecânica em corredores de rua e identificar índice e localização de dor.
Métodos: Foram selecionados 16 corredores de rua, 9 mulheres e 7 homens, de 25 a 50 anos, que praticam corrida no mínimo há 1 ano. Os participantes responderam um questionário sócio demográfico no qual constou: idade, sexo, quanto tempo corre, quantas vezes na semana, qual a média de quilometragem, tipo de tênis, tipo de corrida, se sente dor e qual a sua localização. Em seguida foi realizada uma corrida de 10 metros, durante 10 minutos enquanto os corredores eram filmados nas posições posterior, anterior e lateral. Posteriormente, o programa de computador Kinovea analisou os movimentos dos corredores e auxiliou no resultado da avaliação.
Resultados: Na correlação entre altura do quadril ao solo e localização de dor foi observado que índice de dor é alto durante o apoio, sendo no caso dos homens (5) relataram ter dor no quadril contralateral ao da perna de apoio, (1) dor bilateralmente e (1) não relatou nenhum tipo de dor. Já nas mulheres, (3) relataram dor na perna de apoio, (1) bilateralmente, (2) na perna contralateral
e (2) sem dor. Na ligação entre comprimento do passo e presença de dor foi visto que 7 mulheres apresentaram passada grande com presença de dor sendo que (5) afirmaram dor muscular, (2) em coxa, (2) em perna e (1) em pés; (3) relataram dor articular em (2) joelho e (1) em quadril. Dentre os homens foi visto que (5) tiveram maior comprimento de passada com presença de dores, visto que (3) foram musculares, (2) em coxa e (1) em perna, e (2) dores articulares em quadril, joelho e tornozelo. Na analogia entre o valgismo do joelho e a dor foi constatado que os participantes que apresentaram maior grau de valgismo, não relataram dores.
Conclusão: Constatamos que durante a fase de apoio, a musculatura glútea é responsável pela estabilização do quadril. A grande incidência de dores nessa fase pode ser justificada pelo fato de que esta região é pouco lembrada durante o treinamento e fortalecimento do atleta, podendo causar fraqueza e surgimento de dor. Em relação ao comprimento do passo e a dor, foi observado que a maioria dos corredores que tiveram passada grande relataram dores. Isso pode ocorrer devido as cargas acumulativas de impacto vinculado a passada. Sobre o valgismo do joelho e a dor concluímos que somente o grau de valgo dinâmico não foi suficiente para estabelecer uma relação causal de dor.

Palavras-chave (máximo 3)

Corrida. Biomecânica. Dor

Área

Biomecânica

Autores

Thália Dias Ramos Rodrigues e Pereira, Karen Fernandes Andrade