IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

ANÁLISE DA INCIDÊNCIA DE LESÕES EM COMPETIÇÃO DE FUTEBOL ESCOLAR DE CURTA DURAÇÃO

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: O Brasil é um país em que o desporto predominante é o futebol, assim como no mundo e é considerado um produto/serviço milionário que faz parte e interfere na economia do mundo. O objetivo desse estudo foi investigar a incidência de lesões em competições de curta duração na categoria escolar. Metodologia: É um estudo epidemiológico observacional analítico prospectivo de Coorte no qual foram acompanhadas 27 seleções de futebol escolar/juvenil, totalizando 405 jogadores. A competição teve duração de 6 dias consecutivos, totalizando 6 horas de exposição em partidas oficiais de cada atleta, com duração de 60 minutos cada partida. A coleta dos dados antropométricos ocorreu um dia antes do início da competição e a contagem das lesões eram feitas por dois pesquisadores ao final de cada partida. Para que os dados fossem mais fidedignos, os pesquisadores investigavam os atletas até 5 horas após o surgimento da lesão, para que fosse considerado para estatística. Toda essa forma de coleta ocorreu até o último jogo da competição e a mudança dos pesquisadores entre as equipes era obrigatório, ou seja, o mesmo pesquisador não poderia contabilizar os dados das lesões de uma mesma equipe. Resultados: De acordo com a localidade das lesões (41%) estavam situadas na coxa, entretanto, vale ressaltar que a região dos ísquiostíbias foram as que mais acometeram os atletas (28%), seguidas da região do quadríceps (8%), panturrilhas (3%) e adutores (2%). Delas 87% foram por motivo de dor, não incapacitando o atleta de participar das partidas e 13% as que impediram o atleta de participar das partidas, sendo todas na região dos isquiotibiais. As articulações dos tornozelos (28%) e dos joelhos (20%) foram as regiões que mais sofreram por lesões, depois das musculares. Entretanto, 89% foram por traumas e dor, com apenas 11% de forma incapacitante, por motivo de torção. Além do mais, foram catalogadas (7%) das lesões no ombro, (7%) dores lombares e (4%) de lesão no pé. Conclusão: Conclui-se que as lesões que mais acometeram os jogadores escolares em competições oficiais de curta duração foram lesões musculares na região da coxa e logo em seguida, lesões articulares, na qual, a região mais afetada foi o tornozelo. Entretanto, vale ressaltar que os jogos consecutivos não interferiram nas lesões por fadiga e que o aspecto emocional, nos jogos da fase classificatória, é um fator de risco para o surgimento de lesão.

Palavras-chave (máximo 3)

Futebol; lesões; prevenção.

Área

Prevenção

Autores

Igor Borges Silva , Milena de Jesus da Silva , Paulo Côrtes Leal , Antônio Hora Filho, Jorge Almeida Garcez , Paula Santos Nunes