IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Caracterização do perfil de lesões desportivas e tratamento fisioterapêutico em atletas profissionais de vôlei de times do interior de Mato Grosso

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: A literatura em geral, parece entrar em consenso ao atribuir como o maior responsável por lesões desportivas às periodizações inadequadas, que não levam em consideração respostas fisiológicas do organismo. Como desfecho, verifica-se cada vez mais, menor longevidade competitiva dos desportistas que não possuem esse respaldo adequado. Neste cenário, estudos em populações atléticas específicas, como o voleibol, são pertinentes, a fim de, detectar necessidades específicas que permitam a sugestão de estratégias adequadas no âmbito preventivo. Objetivos: Caracterizar o perfil antropométrico e a prevalência de lesões desportivas em atletas de voleibol. Métodos: No total, foram incluídos 58 atletas de ambos os gêneros, praticantes de voleibol profissional. Trata-se de um estudo do tipo observacional, com coorte transversal. Os dados foram coletados durante uma competição regional que ocorreu na cidade de Barra do Garças (MT), de modo que os participantes incluídos compunham times da região. Todos os aspectos éticos foram respeitados e o estudo foi submetido ao comitê de ética em pesquisa, envolvendo seres humanos. Assim, para obtenção dos dados, utilizou-se um questionário semi-estruturado, baseado em instrumento previamente validado que abordou as seguintes informações: idade, peso, estatura, IMC, tempo de prática do esporte, horas treinadas por semana, presença e tipo de lesão recente, presença de treino periodizado e realização de intervenções fisioterapêuticas adequadas e contínuas. Resultados: No que se refere as características antropométricas, os seguintes valores médios foram observados idade de 24,2±9,1 (anos); estatura de 1,71±0,1 (m); massa corpórea de 66,1±13,2 (kg); IMC de 22,5±3,5 (kg.m2); tempo de prática 8,4±4,2 (anos); e tempo de treino por semana 7,2±3,2 (horas). No que se refere a prevalência de lesões desportivas, verificou-se incidência de 29,9% relatadas nos últimos 30 dias. Dessas, as mais incidentes foram entorse ligamentar (50%), estiramento muscular (25%), fratura (10%), tendinite (10%) e contusão (5%). Dos participantes lesionados, apenas 7% procurou/recebeu tratamento fisioterapêutico adequado, para o reestabelecimento da sequelas funcionais. Além disso, 75% dos participantes relatou seguir treino periodizado ao longo do ano. Conclusão: Os desfechos permitem concluir que o tecido corporal mais acometido no perfil de população investigado é o ligamento. Além disso, verifica-se baixíssima adesão sobre a inserção em programas de reabilitação supervisionados por fisioterapeutas. Contudo, reitera-se sobre a importância do acompanhamento adequado para melhorar o desempenho esportivo e reduzir a incidência de lesões agudas e crônicas, que podem ocasionar impactos definitivos na vida desses atletas, com potencial de afastá-los definitivamente do esporte.

Palavras-chave (máximo 3)

Antropometria; Condicionamento Físico; Medicina Esportiva; Fisioterapia; Dor

Área

Epidemiologia

Autores

Lais Garcia Rodrigues, Leticia de Almeida Fernandes, Simone Maria Lopes, Bruno Fernando Luchetti, Daianne Camargos da Silva, Jaqueline Santos Silva Lopes