IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Prevalência de lesões e associações de fatores de riscos no ombro do atleta de voleibol masculino

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: No voleibol, alguns fundamentos como saque e ataque exigem grande amplitude e velocidade dos segmentos do ombro. Estas ações, associadas ao alto número de repetições, causam sobrecarga, aumentando o risco de lesão da articulação. A incidência de lesões em atletas pode ser relacionada à fatores intrínsecos como idade, sexo, e condição física; e extrínsecos, como clima e carga de treino/competição. Outros fatores como a experiência na modalidade e número de horas semanais de treinamento também podem influenciar nas lesões. As lesões no ombro são a terceira lesão mais comum nos jogadores de voleibol, representando entre 8 e 20% de todas as lesões que ocorrem no esporte. Embora não tenham a maior incidência, são responsáveis por um grande ''time-loss''. Objetivos: Identificar a prevalência de lesões e fatores de riscos que podem contribuir para quadros de dor musculoesquelética na articulação do ombro em atletas de vôlei das categorias máster e adulto, de um clube no estado do Pará. Metodologia: A pesquisa foi autorizada pelo Comitê de Ética da Universidade da Amazônia, aprovado em 09/05/2019, CAAE: 10678919.0.0000.5173. Os participantes do estudo foram selecionados em um clube de Belém-PA e foram incluídos 24 atletas de vôlei (48 articulações de ombro) pertencentes às categorias adulto ou máster, que praticavam a modalidade por período mínimo de 1 ano. Foram coletados dados referentes à presença de dor no ombro, testes ortopédicos, testes funcionais e força muscular isométrica máxima, através de um dispositivo de célula de carga E-lastic®. Foi feita uma análise descritiva das variáveis analisadas, além da comparação entre os resultados obtidos entre os grupos através do Teste de Wilcoxon com um α de 0,05. Resultados: Entre os 48 ombros analisados, os testes clínicos mais usuais para avaliação de dor e/ou lesão musculoesqueléticas, o Hawkins-Kennedy Test mostrou-se prevalente em 69% dos ombros dominantes em atletas adultos enquanto que apenas 27% dos atletas masters apresentaram teste positivo, indicando possível compressão do arco subacromial. Quanto aos testes funcionais Ckcuest test e Y test, os atletas não apresentaram diferenças estatisticamente significantes; e a média dos valores (26,3) do Ckuest test está dentre os valores normativos para atletas overhead reportados na literatura. Quanto à força muscular isométrica máxima dos músculos rotadores laterais e mediais da articulação glenoumeral, não houve diferença estatística significante entre os ombros. Conclusão: Na amostra estudada, a prevalência de dores no ombro, não indicam lesões musculoesqueléticas detectáveis através de testes clínicos ortopédicos usuais, apenas possível correlação clínica com a presença de síndrome do impacto em atletas da categoria adulto, que não afetam o desempenho funcional avaliados através do Ckuest test e Y test e sem correlação com níveis de força muscular isométrica máxima dos músculos rotadores laterais e mediais da articulação glenoumeral.

Palavras-chave (máximo 3)

Fatores de Risco; Ombro; Voleibol.

Área

Epidemiologia

Autores

Giulia Suniga Oliveira, Polyana Maria Martins, Rafael Nascimento Sousa, Erielson Santos Bossini, Raphael Lobão Pereira