IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

A restrição de dorsiflexão do tornozelo influencia a capacidade funcional, a dor e o valgo dinâmico de joelho em mulheres com Dor Patelofemoral? Um estudo Transversal

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: A Dor Patelofemoral (DPF) caracteriza-se pela presença de dor na região anterior do joelho durante a realização de atividades que aumentam as forças de compressão na articulação patelofemoral. A literatura sugere o valgo dinâmico excessivo de joelho como sendo capaz de reduzir a área de contato entre o fêmur e a patela, favorecendo assim a ocorrência de DPF. Além disso, evidências tem demonstrado forte correlação entre a limitação da dorsiflexão do tornozelo com a ocorrência do valgo dinâmico excessivo. Objetivo: Comparar a dor, a capacidade funcional e o valgo dinâmico de joelho em mulheres com Dor Patelofemoral (DPF) com e sem restrição da amplitude de movimento de dorsiflexão (ADM-D) do tornozelo em cadeia cinética fechada. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, realizado no Laboratório de Análise do Movimento Humano do curso de Fisioterapia da Universidade Federal do Ceará, no qual 69 mulheres com DPF foram divididas em três grupos de acordo com a ADM-D: (1) Grupo com ADM-D livre (n=23) – weight-bearing lunge test maior do que 10cm; (2) Grupo com restrição moderada da ADM-D (n=23) – weight-bearing lunge test entre 10-8cm; e (3) Grupo com restrição acentuada da ADM-D (n=23) – weight-bearing lunge test menor do que 8cm. As medidas de desfecho analisadas foram as seguintes: (I); Valgo dinâmico de joelho, avaliado pelo pico do ângulo de projeção no plano frontal durante o forward step-down test (FSDT); (II) Dor no joelho durante o FSDT, avaliada pela escala de classificação numérica da dor (ECND). A análise de variância (ANOVA) one-way foi utilizada para comparar as medidas de desfecho entre os três grupos. Resultados: Os três grupos foram homogêneos em todas as características demográficas, antropométricas e clínicas que foram avaliadas. Com exceção da ADM-D do tornozelo (p<0,01), que foi a variável utilizada para categorizar as participantes nos diferentes grupos da pesquisa, não foi observada nenhuma diferença estatisticamente significativa na capacidade funcional (AKPS: p=0,256), na intensidade da dor (ECND: p=0,767) e no valgo dinâmico de joelho (Pico do Ângulo de Projeção no Plano Frontal: p=0,179) durante o FSDT entre os três grupos analisados. Conclusão: Os resultados do presente estudo sugerem que a da amplitude de movimento de dorsiflexão do tornozelo, por si só, parece não ser suficiente para exercer significativa na capacidade funcional, na intensidade dor e valgo dinâmico de joelho ao se comparar mulheres com DPF com e sem restrição de dorsiflexão do tornozelo em cadeia cinética fechada.

Palavras-chave (máximo 3)

Síndrome da Dor Patelofemoral, Joelho, Tornozelo.

Área

Biomecânica

Autores

Bruno Augusto Lima Coelho, Helena Larissa das Neves Rodrigues, Gabriel Peixoto Leão Almeida, Sílvia Maria Amado João, Pedro Luan Lima de Sousa