IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Atletas de handebol com discinese escapular tem menor resistência do tronco e funcionalidade dos membros superiores preservada.

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: A discinese está associada a falha na ativação dos músculos estabilizadores da cintura escapular. Atualmente, faz-se necessária uma abordagem global do atleta com discinese e questiona-se a relação da estabilização da cintura escapular e tronco nos movimentos e funcionalidade dos membros superiores (MMSS). Objetivos: Avaliar a relação da discinese escapular com a estabilização de tronco e funcionalidade dos MMSS em atletas de handebol masculino. Métodos: Este estudo é caracterizado como transversal e aprovado pelo comitê de ética (parecer N: 2.676.206). A amostra foi composta por 31 atletas de handebol masculino, submetidos a filmagem dos movimentos escapulares associados a flexão resistida dos ombros no plano escapular, com halter de 3 quilos, repetidos cinco vezes. As imagens foram analisadas por dois avaliadores cegos que estabeleceram os grupos com e sem discinese escapular. Também foi aplicado o Prone Bridge Teste (PBT) para avaliar a resistência dos músculos do tronco, com tempo cronometrado em segundos. Por fim, foi analisada a funcionalidade dos MMSS com o Upper Quarter Y Balance Test (YBT-UQ). A análise estatística utilizou os testes Kolmogorov-Smirnov, T de Student independente, com significância estabelecida em 5%, e teste de correlação de Pearson. Resultados: Os atletas avaliados apresentaram 20,70 (DP=3,55) anos, IMC 24,73 (DP=3,20) e treinavam cinco dias por semana. Destes (n=31), 18 foram diagnosticados como com discinese escapular e 13 sem discinese. Os resultados do PBT apontaram que atletas com discinese tem pior resistência do tronco e permaneceram 74 (±21,74) segundos no teste, enquanto os sem discinese totalizaram 97,77 (±30,4) segundos (p=0,01). Para a análise da funcionalidade dos MMSS, por meio do teste YBT-UQ, pode-se estabelecer que atletas com e sem discinese apontaram, respectivamente, 81,09 (±4,2) e 81,16 (±6,43) centímetros (p=0,97). Como resultados secundários foi verificada a diferença no YBT-UQ em função da dominância de todos os atletas e foram observadas diferenças significativas (p<0,01) entre membro dominante (80,95±5,14) e não-dominante (84,77±5,41). Quando comparado os resultados do YBT-UQ nos indivíduos com discinese e sem discinese, foram encontrados valores médios de 81,09 (±4,2) e 81,16 (±6,43), respectivamente (p=0,97). Ainda, foi observada fraca correlação entre os testes YBT-UQ (funcionalidade dos MMSS) e Prone Bridge Test (resistência do core) no grupo com discinese escapular (r=0,35) e sem discinese (r=0,39). Conclusão: Os atletas de handebol masculino com discinese escapular apresentaram pior resistência dos músculos do tronco, porém sem alteração de funcionalidade dos MMSS. Ainda, foi possível estabelecer que a resistência dos músculos do tronco não tem relação com a funcionalidade dos MMSS nestes atletas.

Palavras-chave (máximo 3)

Escápula, Esporte, Resistência Física

Área

Prevenção

Autores

Amanda Maximo Alvares, Vanessa Batista da Costa Santos, Aline Tiemi Kami, Christiane de Souza Guerino Macedo, Daniele Pereira do Nascimento