IX Congresso Brasileiro e VII Congresso Internacional da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física

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Dados do Trabalho


Título

Restrição parcial de fluxo sanguíneo sem exercício para atenuar a redução de força e trofismo dos músculos da coxa durante imobilização: uma meta-análise

Resumo (máximo 3000 caracteres com espaço)

Introdução: A restrição de fluxo sanguíneo (RFS) sem exercícios tem sido apontada como método capaz de atenuar a redução de força e trofismo dos músculos extensores e flexores do joelho de indivíduos sob imobilização dos membros inferiores. No entanto, não foi encontrado meta-análise investigando e sumarizando esse tema. Objetivo: Verificar o efeito da RSF sem exercício para atenuar a redução de força e trofismo muscular durante período de imobilização. Métodos: Para desenvolver essa meta-análise foi realizado uma busca nas bases de dados eletrônicas PUBMED, CINAHL, PEDro, WEB OF SCIENCE, CENTRAL e SCOPUS sem restrição de ano e linguagem. A última busca foi realizada em janeiro de 2019. Foram considerados estudos com sujeitos sob imobilização dos membros inferiores submetidos a RFS sem exercício. As medidas de desfecho analisadas foram força (dinamometria isométrica ou isocinética concêntrica e excêntrica a 60, 180 e 300º/s) e/ou trofismo (perímetro da coxa ou área da seção transversal) dos músculos extensores e flexores do joelho. O risco de viés foi avaliado por meio da ferramenta de risco de viés da Cochrane. As diferenças médias agrupadas (DM) foram calculadas adotando IC95% (modelos de efeitos fixos) por meio do software RevMan versão 5.3. Resultados: A busca identificou três estudos elegíveis e a amostra foi composta por 37 participantes. O protocolo de RFS foi aplicado por meio de cuffs pressóricos em que se realizavam 5 séries de 5 min de restrição intercaladas por 3 min de fluxo livre, duas vezes ao dia por aproximadamente duas semanas. A pressão de restrição variou de 50 a 238 mmHg. Os estudos mostraram alto risco de viés devido às limitações metodológicas. Para os extensores do joelho, a meta-análise mostrou que a RFS atenua a redução do torque isocinético excêntrico (DM: 39,47 a 59,14 Nm; IC 95%: 16,39 a 86,78), concêntrico (DM: 33,46 Nm; IC 95%: 15,23 a 51,70) e torque isométrico (DM: 31,61 Nm; IC 95%: 10,85 a 52,30) quando comparado com controles (sem intervenção). Para os flexores de joelho, a redução de força foi atenuada no torque excêntrico (DM: 16,65 a 25,62 Nm; IC95%: 2,14 a 42,27), concêntrico (DM: 11,15 a 20,05 Nm; IC95%: 3,50 a 33,55) e torque isométrico (DM : 21,11 Nm; IC95%: 12,85 a 29,36) quando comparado com controles (sem intervenção). A RFS também atenuou a redução do perímetro da coxa (DM: 0,76 cm; IC 95%: 0,10 a 1,41) quando comparado aos controles (sem intervenção). Conclusão: A RFS sem exercício foi eficaz para atenuar a redução da força e trofismo dos músculos da coxa, porém esses resultados devem ser interpretados com cautela devido a baixa qualidade metodológica e alto risco de viés encontrado nos estudos.

Palavras-chave (máximo 3)

Atrofia Muscular, Isquemia, Reabilitação

Área

Tratamento

Autores

Daniel Germano Maciel, Mikhail Santos Cerqueira, Jean Arthur Mendonça Barbosa, José Diego Sales Nascimento, Wouber Hérickson Brito Vieira